Não quero paz, não há paz,
quero a minha solidão.
Quero o coração nu
para o deitar à rua,
quero ficar surdo-mudo,
que ninguém me visite,
que eu não veja ninguém,
e se houver quem sinta nojo, como eu,
que o engula.
Quero a minha solidão,
Não quero paz, não há paz.
Jaime Sabines, México, © tradução de lápis-lazúli