Vozes

Vozes ideais e queridas
daqueles que morreram ou dos
que se perderam para nós como os mortos.

Às vezes falam-nos em nossos sonhos;
às vezes ouvimo-los no pensamento.

E, com o seu eco, retornam por um instante
ecos da primeira poesia da nossa vida ―
como música que se extingue na noite longínqua.

Konstandinos Kavafis, Alexandria (1863-1933), tradução de Nuno Dempster.

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