A PARTIDA DE ANA

Onde ides, Ana? Fazei-mo saber,
E ensinai-me antes de partir
Como farei para que meus olhos calem
A dura pena do coração triste e mártir.
Eu sei como, não tendes de me aconselhar:
Tomareis meu coração, entrego-o;
Levá-lo-eis convosco para o libertar
Do luto que sofreria longe de vós, neste lugar;
E pois que sem coração não vivemos,
Entregar-me-eis o vosso, e então adeus.

Clément Marot (1496-1554), tradução de Soledade Santos

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